Mostrando postagens com marcador Encandescente. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Encandescente. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 9 de outubro de 2012

As tuas mãos





Como podem tuas mãos ser em mim fogo e água
E atearem labaredas e correrem como um rio
E matarem minha sede e serem fogo e arrepio
E serem chama e calor
E serem húmidas brasas
E serem sólidos os teus dedos
E em mim nascerem asas
E voar nas tuas mãos
Fogo, água e arrepio
Tremer ardendo de paixão
E desfazer-me em gotas de água
Entre os teus dedos
Nas tuas mãos
Minha prisão e minhas asas.

Encandescente


segunda-feira, 1 de outubro de 2012




Prendi o desejo entre as coxas
Retive a vontade de te dar
De te mostrar
O segredo/desejo
Que entre as coxas guardei.
Esperei as tuas mãos
E deixei jorrar o desejo
E mostrei-te o segredo
Que entre as coxas guardava.
Agora são tuas as marcas,
No cheiro que nas tuas mãos ficou
No sabor que a tua boca guardou,
De um secreto desejo
Antes retido
Entre as minhas coxas fechadas.

Encandescente


quinta-feira, 6 de maio de 2010

Perdida

.
.
Fecha-me na tua mão
Se me fechares na tua mão estarei segura
Se me guardares na tua mão nem os meus
medos
De mim saberão e de mim perderão todos
os sinais.
Depois…
Depois leva-me para onde fores
Num bolso fechada
Num canto do peito escondida
Que de mim me quero perdida
E por ti perdida de amores

Encandescente

.

sábado, 1 de maio de 2010

Não a alma

.
.
-Não me toques a alma.
E ele que já a conhecia inteira, que já a tocara toda, que já lhe seguira nos pés as marcas deixadas pelas calçadas que ela pisara, que já lhe sentira nas pernas o cansaço dos caminhos percorridos e que lhe deixavam os músculos rígidos e tensos e que ele tocava e massajava até ficarem moles e lassos e distendidos. Ele que já lhe abrira as coxas e com os dedos as acariciara, e as percorrera, e as olhara e as desejara, e deitara o rosto no ventre liso e vira as gotas de suor que desciam pelo peito, e paravam no umbigo, e dele transbordavam e ele abria a boca e bebia-as….

- Não me toques a alma.
E ele com medo de perguntar o porquê. Ele que a segurava pelas nádegas e a encostava ao sexo e a encaixava no sexo, e ela ondulava e ele ondulava, e ele embalava-a os dentes mordendo-lhe o ombro, e ela mordendo os lábios, e os dois mordendo-se e dando-se boca, dentes e gemidos….

-Não me toques a alma.
E ele que já a beijara, que já a lambera, que já bebera dela suor, que já provara dela o orgasmo, que já sentira na boca o palpitar do coração enquanto lhe mordia o peito e lhe prendia os mamilos entre os lábios e os sugava devagar, e ela se contorcia e lhe dava o corpo e ele queria a alma e ela dizia:

- Não me toques a alma, assim poderás sempre partir. Assim poderei sempre não voltar.
.
Encandescente

.

terça-feira, 30 de março de 2010

Sonho

.
.
Não sei se as tuas mãos me tocaram
Tão leves as tuas mãos que nenhuma marca ficou
Tão leves que certamente só me sonharam
Ou as sonhei porque as queria na minha pele
Árida de carícias
Ávida das tuas mãos.
Não sei se foste tu que escreveste com saliva poemas no meu corpo
Poemas rios que me molharam e segredaram
Palavras por ti nunca antes ditas
Não sei se senti rios e pensei poemas
Deserta que estava de palavras e saliva.
Não sei se no meu corpo o teu mora
Tão ténue teu corpo
Tão breve sonhar.

Encandescente

.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Desejos

.
.
Que desejos povoaram a tua noite
E a tua cama?
Que fantasias teceste na noite
E na tua cama?
Que corpo tocaste na noite, sentiste na noite
E na tua cama?
Diz.
Que sonhos sonhaste
Que fantasias teceste
Que corpo tocaste
Na noite
E na tua cama?

Encandescente

.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Dize-me tu

.
.
Diz-me tu como te amo.
Tu.
Que me tomaste as palavras
Que me tornaste desejo
E a quem em silêncio chamo
E a quem ardendo amo
Diz-me tu, meu amor.
Diz-me tu de nós.

Encandescente

.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Move-se

.
.
E contudo... O corpo move-se
Apesar do cansaço
Alagado em suor
O desejo reaceso
Que julgavas saciado
A vontade e o querer
Que julgavas satisfeitos
E despertam os sentidos
Que julgavas adormecidos
Quando na tua a minha boca diz
- Quero mais e mais de ti.

Encandescente

.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Ai, a tua boca...

.
.
A tua boca
Ai a tua boca
Que me diz palavras loucas
Roucas abafadas
Entrecortadas de gemidos
Húmida a paixão na tua boca
Que a minha procura e cala
E morde e cola
Palavras minhas às tuas
Gemidos meus aos teus
E as tuas mãos…
Ai as tuas mãos
Impacientes curiosas
Furiosas
Abrem trilhos e caminhos
Rasgam espaços entre os braços
Os meus que se entrecruzam
E lutam e se rendem
E se baixam e retidos
Corpo rendido nas tuas mãos…
E o teu sexo
Que o meu roça e se encosta
E foge nas minhas pernas
E desce nas minhas coxas
E subitamente de repente
Me invade me preenche
Me completa
E eu repleta
E na tua boca…
Ai as palavras loucas
Que digo na tua boca.

De Encandescente

.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Como um poema

.
.
Sentes
Como te percorro num poema?
Como sílaba a sílaba
Te toco e te quero
Te mordo e desejo
E amando o poema
Te amo e me prendo em ti?

Sentes
Como as palavras se tormam dedos
Mãos, pernas?
E são carícias que crescem
E tocam a pele
E a preenchem, a enchem
E a sobem no corpo, são corpos
Carne e desejo que pulsa em mim?

Sentes
Como os versos se enrolam e se tocam?
Como se entrelação e enroscam
E te envolvem e te tocam
E se amam e te amam
E têm cheiros, e são sons
E ganham vida e se soltam
E na boca sabem a mim e a ti?

Sentes
Como é escrever as palavras?
Como é senti-las no corpo
Arrancá-las do corpo
Para te entregar, para que as sintas
Para que o poema seja teu
E sejamos o poema
E eu seja a palavra
E tu sejas a poesia...

Sentes como te percorro num poema?

Encandescente

.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Cala o canto, oh poeta

.
.
Porque falas de mim, oh poeta
Quando te dizes triste
Quando te dizes só?
Porque és tu eco de mim, oh poeta?
Porque me falas quando te falas
Porque está na tua a minha voz?
Cala o canto, oh poeta
Silencia as palavras
Não as fales assim
Que as não quero ouvir
Que as não quero saber
Que as escondo até de mim.

Encandescente

.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Vem

.
.
Vem
Caudaloso como um rio
Que procura destino e foz
.
Vem
Assombroso como a luz
Na hora final no ocaso
.
Vem
Inesperado como a chuva
Em dia quente de estio.
.
Serei calma e constante
Permanente e amante
Teu abrigo
Tua certeza.
.
Encandescente, aqui

.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Entre Marés

.
.
Como pegadas marcadas na areia
Assim ficaram os teus gestos
Marcados em mim
E o meu corpo foi areal onde caminhaste
Mar onde mergulhaste
E mergulhando emergiste
E no teu mergulho renasci.
E ficaram os gestos marcados
Suspensos
Gravados na areia
Entre marés.
E o meu corpo areal molhado
Aguarda a vinda do teu
Para que em mim voltes a caminhar
Para que me voltes a marcar
Para ser areia que escorre
Nos teus dedos
Para seres mar e onda
Que explode e rebenta em mim.
.
Encandescente

.


LinkWithin

Related Posts with Thumbnails