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terça-feira, 10 de dezembro de 2019

Deixa-me amar-te em tuas demoras





Deixa-me amar-te em tuas demoras, longas horas
Em que meu corpo se veste de céu à tua espera
E minhas mãos, em frenesi, acendem estrelas
Para alumiar-te, ainda que ausente estejas,

Fernanda Guimarães


quinta-feira, 7 de abril de 2011

Amar-te em meus silêncios



Deixa-me amar-te em meus silêncios
Na calmaria do teu coração que me acolhe
E de onde se desprendem meus sonhos
Em vôos etéreos de plena liberdade

Deixa-me amar-te em minha solidão
Ainda que meus labirintos te confundam
E que teus fios generosos de compreensão
Emaranhem-se no tapete dos meus enigmas

Deixa-me amar-te sem qualquer explicação
Na ternura das tuas mãos que me sorriem
Escrevendo desejos em versos despidos
Na minha alva tez que te cobre e descobre

Deixa-me amar-te em meus segredos
Para que desvendes o que também desconheço
A alma dos meus abismos onde anoiteço
E meus olhos adormecem embalados pelo mistério

Deixa-me amar-te em tuas demoras, longas horas
Em que meu corpo se veste de céu à tua espera
E minhas mãos em frenesi acendem estrelas
Para alumiar-te, ainda que ausente estejas...

Fernanda Guimarães

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Confesso

.
.
Confesso que acordo
Com o sabor dos teus beijos
Espreguiçando-se em meus lábios
.
Confesso que saio às ruas
Com tuas carícias insones
Despindo a pele que me cobre
.
Confesso que em meus ouvidos
Ainda permanecem os teus gemidos
Musicando minhas lembranças
.
Confesso que minhas mãos
Guardam o mapa dos teus tesouros
Quando em tantas viagens te explorei
.
Confesso que meu corpo
Ainda tem tua fragrância
Debruçada nua em cada poro
.
Confesso que faço correr o tempo
Transformando horas em segundos
Para em teus braços me encontrar
.
Confesso que te deito em meus sonhos
Nos cetíneos lençóis do prazer
Deixando as digitais do meu êxtase em ti
.
Confesso
E não quero perdão ou indulto
Por meu coração te respirar...
.
Fernanda Guimarães
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terça-feira, 29 de setembro de 2009

Pertenço-te...

.
.
...
Pertenço-te
na distância que me impões
Quando transbordam carícias do teu corpo
E, indefeso, clamas para que meu tato adormeça...
.
Fernanda Guimarães
.

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