Mostrando postagens com marcador Pedro Paixão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Pedro Paixão. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 15 de maio de 2025

Trago-te debaixo da minha pele

 



Trago-te debaixo da minha pele.
Apanhaste-me desprevenido.
Atingiste-me o coração, pecado meu.

E agora é tarde para tudo senão para escrever.

O teu coração tão branco a bater perto de mim.
Embora o não ouvisse sei que estava lá.


Pedro Paixão



domingo, 20 de março de 2022

As nossas bocas

 


As nossas bocas misturam-se com as línguas, 

o corpo inflama-se, dói quase. 

Deixa-me beijar-te por dentro.

 

Pedro Paixão

 

 

terça-feira, 10 de dezembro de 2019

O desejo que tudo arrasta

 

Não se sabe como acontece, nem quando.
Digo o desejo, que tudo arrasta, tudo envolve num aperto que asfixia.
A vontade de anular todo o intervalo entre as coisas no ardor dos corpos,
no misturar das línguas.

Pedro Paixão


 

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Mais uma vez


Ele agarrou-lhe na mão,
e ela agarrou-lhe na mão,
e ficaram de mãos agarradas,
primeiro a olharem para as mãos.

Depois levantando lentamente os olhos,
que por fim se encontraram,
perdendo-se uns nos outros,
sem já saber quem via ou era visto,
os olhos ao mesmo tempo a verem
e a serem vistos,
nus,
sem qualquer pudor,
como se tudo fosse possível uma vez mais,
uma última vez, sem esquecer
que o que lhes estava a acontecer
é impossível, quanto mais esquecer.

Pedro Paixão


LinkWithin

Related Posts with Thumbnails