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domingo, 14 de outubro de 2012

Ciclos eternos




Entre encontros
desencontros,
nossa poesia se deita na cama
abusando da chama
que nos consome
ao chancelar na pele
uma cicatriz que é
apenas nossa.

Entre silêncios
afastamentos,
nossa poesia se estampa
explícita na cama
fazendo do sagrado e do profano
o mistério
que não se desvela
mas que se escancara
no desejo que nos invade.

Entre dúvidas
culpas,
nossa poesia incendeia
a cama de um quarto qualquer
prolongando em nossas almas
um clamor estranho e distante
que, por entre pele com pele,
se reconhece
no pulsar de cada poro,
de cada célula
apenas nossa,
destinadas a um eterno
re-encontro.

Ana Paula Perissé


domingo, 7 de outubro de 2012

Desejos Lunares




Quero ser aquela que te afaga
Porque há carícias de mar em meu desejo
E no teu beijo um desvio de cais.

Quero ser a única que te sente
Com suplícios de sangue em minha pele
e volúpias de ondas imortais em minha alma.

Quero ser aquela que te toca
E que ao te sonhar com luzes prateadas
Me faz a lua nascente companheira
Do teu perfume em meu corpo.

Ana Paula Perissé


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