domingo, 28 de fevereiro de 2010

O teu perfume

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O teu perfume preso à minha roupa
é um lento veneno
nos dias sem ninguém –
longe de ti, o corpo não faz
senão enumerar as próprias feridas
(como a falésia conta
as embarcações perdidas nos gritos do mar);
e o rosto
espia os espelhos à espera de que a dor desapareça.

Se me abraçares, não partas.

Maria do Rosário Pedreira

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Um comentário:

ANTÒNÌO MANUEL disse...

Flor:

Amiga!

Maravilhoso texto!

Paranbèns!

Agradeço estes belos momèntos de leitura:

Uma semana cheia de Luz e Muita Pàz são os meus sinceros votos


Antònìo Manuel

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