
Deixa teu corpo ser meu abrigo
nas noites em que só ando perdido.
Deixa os teus lábios serem nascentes
dum rio pelas margens seduzido.
Deixa que as pontas dos teus dedos
caminhem por memórias e segredos.
Deixa os teus olhos serem vitrinas
de amores únicos e sublimes.
Deixa teus seios serem as colinas
de que te olho e me fascinas.
Deixa teu corpo ser meu abrigo
nas noites em que só ando perdido
António Santos