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Dá-me tua nudez,
Tua nudez úmida
Outorgada em pêlos e dobras,
Nas dobras desfeitas
De dez e mil lençóis
Dá-me tua nudez,
Tua nudez traçada,
Declarada em gotas e curvas,
Nas vidas desfeitas
Por uma ou tantas canções.
Dá-me tua nudez,
Tua nudez rasgada,
Marcada em veias e carnes,
Nos pactos esquecidos
De todas e outras juras.
Dá-me tua nudez,
Tua nudez faminta,
Destrancada de almas e corpos,
Nos sonhos destruídos
De meus e teus desejos.
Paulo Mont'Alverne
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2 comentários:
Oi, minha querida! Agradeço pelas palavras gentis! Sabe, teu blog sempre é uma fonte de inspiração para mim... A nudez é o templo sagrado do amor e do desejo!
"E para escrever
a gente
se ajeita
em letras despidas...
...uma confissão
de pecados
absolvidos em poemas
que moram
dentro
do sacrário
da nossa alma".
Abraço e bom domingo!
Entre as muitas dobras de muitos blogs... entre muitas peles de palavras... encontrei esse espaço.
Obrigada por existir.
Beijos.
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